dezembro 30, 2008

DESTAQUES

Na ressaca do Ano Novo vai haver...

COMO FOI

GALA DROP















Obrigado à Susana Pomba pelas fotos. Há muitas mais aqui.

dezembro 23, 2008

DESTAQUES

sexta-feira, 26 de Dezembro, 23h30
AO VIVO: GALA DROP + RITCHAZ & KEKÉ



Gala Drop
"A originalidade, torna-se menos fácil discernir hoje em dia, é uma qualidade rara. A singularidade em relação ao que está para trás e ao que vai acontecendo a que alguns conseguem chegar, num determinado ponto do tempo, numa determinada circunstância, é algo que resulta, nos seus pontos mais altos, de trabalho sério, ritualizado, aberto, dedicado. É o produto maturado da espontaneidade, a autoridade tangível na estranheza, fruto do tempo e de um contínuo espírito progressivo. Na música, parecem haver elos comuns em vários dos mais inovadores discos realizados. A criação de um objecto sonoro que reúne uma panóplia de influências – neste caso vastas, vastas -, a necessidade de se afirmar algo premente e previamente inaudito, a vontade de fazer música que os próprios artistas querem ouvir mas que ainda não existe (porque tanta da melhor música é feita por aqueles que mais a amam). Os Gala Drop, de Nelson Gomes, Tiago Miranda e Afonso Simões, são três músicos, figuras e activistas de uma Lisboa que ainda está para ser seriamente entendida e analisada por quem anota a história. Uma Lisboa e um Portugal da primeira década deste milénio que soube (sabe, continuará a saber) mover, revolucionar e mobilizar-se para os trilhos do desconhecido, e aí rasgar novas avenidas de criação musical. O seu disco de estreia será (já é) um clássico desta Lisboa difícil de entender à primeira (como sempre nos momentos de avanço). Obra perfeitamente acabada, pensada, maturada, ensaiada e laborada, reúne campos estéticos, rituais e práticas previamente longínquos entre si. Orquestras de sintetizadores, do kraut e kosmische germânicos ao inferno de teclados dos franceses Heldon, do tribalismo percussivo da música psicadélica e de algum free a um conhecimento profundo de décadas de música de dança, das técnicas de processamento do dub jamaicano a uma sensibilidade extraordinária a recursos sonoros e mistura adicional (aqui a cargo de Rafael Toral, também com créditos de masterização). O léxico da banda, sendo um agrupamento orgânico de todas estas linguagens, é algo exclusivo dos Gala Drop. As métricas de groove e backbeat do trabalho de bateria de Afonso Simões e das percussões de Tiago Miranda, o entendimento ululante das frases dos sintetizadores e teclados deste e de Nelson Gomes, a sensibilidade na escolha de samples trabalhados e recontextualizados que perfazem as bases de algumas das peças aqui apresentadas, a noção narrativa na sequenciação e estrutura das faixas, ordem franca que conseguem concretizar em terreno estético virgem. Este disco homónimo é então esse registo raríssimo, em que novas trajectórias, possibilidades de irmandade estilística e reunião de géneros se aglutinam num disco da mais pura liberdade, arrojo e dedicação. É um clássico desta Lisboa, mas acima de tudo (e é isso esta década da música independente nacional, quando no seu melhor) um clássico desta década da música urbana contemporânea. É matéria de revelação a que os Gala Drop criam, é parte vital dessa iluminação este disco, é fundamental entendê-lo no seu momento, é fundamental entendê-lo agora."

http://www.myspace.com/galadrop
http://www.youtube.com/watch?v=eeO2rfS6DGM "Frog Scene" live at ZDB


Gala Drop "Crystals" by Alexandre Estrela



Gala Drop
"Dupla da Outorela/Portela, apresentam no Lounge o seu híbrido carismático de batidas de kizomba e zouk, com flow de hip hop em crioulo caboverdiano, com linhas de baixo sintetizado influenciadas por reggae. Música de balanço com consciência racial, social e artística, igualmente preocupada em mudar o que é para mudar, mantendo a festa a funcionar e o positivo num pedestal. Tudo o que ouvimos deles são diamantes, e 'Si Mé Mi N'sta Feliz' tem sido hit no escritório, no carro e a todos a quem a mostrámos. Espírito, anca e cabeça no sítio certo a fazer avançar as formas em busca do original."

http://www.myspace.com/ritchazekeke
http://www.youtube.com/watch?v=_ufKYQgcRqQ

Sexta-feira, 26 de Dezembro: Ritchaz & Keké [ao vivo, 23h30] + Gala Drop [ao vivo, 00h00] + Mário Valente [dj set]

COMO FOI

ANNETTE BLADE




dezembro 16, 2008

DESTAQUES

quinta-feira, 18 de Dezembro, 23h30
AO VIVO: ANNETTE BLADE



Novo projecto de Carlos Martins e Ana Leorne, mais conhecidos pelo seu trabalho em conjunto como The Clits. Desta vez viram-se para a canção pop de coração na boca, entre a folk, o glam e a balada indie.

http://www.myspace.com/annetteblade

Quinta-feira, 18 de Dezembro: Annette Blade [ao vivo, 23h30 + Mário Valente, dj set]

dezembro 04, 2008

DESTAQUES

sexta-feira, 5 de Dezembro, 23h30
CUJO #09
AO VIVO:
TERRIBLE EAGLE [N.Y.]



Mais um concerto com o carimbo Cujo. Os Terrible Eagle vêm de Brooklyn e são um projecto paralelo dos Indian Jewelry, aquisição da Tigerbeat6. Assumem uma postura de bad boys de bom coração que remete para os ARE Weapons, mas carregam ainda nos drones electrónicos e psicadélicos, espécie de Spacemen 3 em versão furioso camião TIR. Venham descobrir um nome ainda relativamente secreto, para mais em estreia e exclusivo no nosso país.

http://www.myspace.com/terribleeagle

sábado, 6 de Dezembro
DJ SET: MOTORBROT [Berlim]

Regresso de um dos djs da noite inaugural do A German Accent, desta vez com uma noite inteira à sua responsabilidade. Carlos de Brito (MotorBrot), nascido na Alemanha com raízes portuguesas, actua como dj há cerca de 8 anos e escreve para as revistas de música alemãs Spex e Groove. Tem tocado regularmente em várias cidades alemãs ao lado de gente como Kiki, Marcus Worgull, Ben Mono, Harry Swinger, etc. O seu estilo é subtil e surpreendente, tocando tudo desde leftfield disco, deep house, dirty detroit stuff a minimal techno.

Sexta-feira, 5 de Dezembro: Terrible Eagle [ao vivo, 23h30 + Mário Valente, dj set]
Sábado, 6 de Dezembro: Motorbrot [dj set]